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13.02.2017

Água da torneira – é realmente limpa?

Digamos que sim – isto é, se os projetistas, arquitetos, instaladores e revendedores fizerem da higiene da água potável “o seu negócio”.

Água potável limpa é uma das mais preciosas e importantes comodidades existentes. Usamo-la todos os dias: quando consumindo bebidas, preparando alimentos, cuidando das crianças, ou tratando da nossa higiene pessoal. Fazemos tudo isto sem pensar no assunto e com confiança na sua qualidade. A água é, afinal, suposto ser a mais rigorosamente monitorizada de toda a alimentação. Mesmo assim, encontra-se frequentemente poluída e é fonte reconhecida de doenças graves. De acordo com o reportado pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), só em 2012, adoeceram 5.852 com uma infeção (tal como a Doença dos Legionários, por exemplo) resultante de água contaminada. O número de casos não revelados é, presumivelmente, consideravelmente mais elevado, já que a bactéria da Legionella fica frequentemente por detetar como causa de pneumonia.

Diretrizes claras: a norma EU DIN EN 806

Na Alemanha, a pureza da água potável é regulada pelo Regulamento da Água Potável (Trinkwasserverordnung) que entrou em vigor em 2001. Este regulamento estipula que toda água usada não pode provocar qualquer dano para a saúde humana. A UE também fornece diretrizes claras a este respeito. Os “Códigos de prática para instalações de água potável”, formulados na norma DIN EN 803, destinam-se a garantir que a água potável seja sempre saudável para beber.

A experiência prática tem demonstrado que erros no processo de planeamento ou construção ou, mais tarde, durante os processos de operação e manutenção, podem ter efeitos adversos sérios na qualidade da água potável. A consequência: os requisitos impostos para a água potável deixam de ser preenchidos podendo resultar em efeitos nocivos para a saúde. A UE indica regras operacionais e processuais na sua diretiva que, combinadas, se destinam a evitar a formação de germes perigosos na água potável.

Por essa razão, deve assegurar-se, mesmo antes do início do projeto, que isto será executado corretamente. Como as canalizações são instaladas em locais de difícil acesso – galerias de montagem, embebidas nas paredes, ou sobre revestimentos – a verificação da falta de isolamento adequado é habitualmente laborioso de intensivo nos custos.

A solução encontra-se nos pormenores

Os fatores que, frequentemente, colocam a qualidade da água potável em risco incluem, além da instalação imprópria das canalizações de água quente e fria, um inexistente ou inadequado isolamento. Isto é válido também para os seus acessórios e suportes onde existe quebra de isolamento. Como regra geral, a temperatura não deveria exceder os 25°C em tubagens de água fria ou ser inferior a 60°C nas de água quente. Para assegurar que estes limites são respeitados, a DIN EN 806-2 indica os tubos de água fria potável não podem localizar-se próximo de fontes de água quente, tais como condutas de aquecimento, ou atravessar áreas aquecidas sem isolamento térmico apropriado. O isolamento adequado é requerido especialmente quando, por razões estruturais, os tubos de água fria e água quente correm dentro de espaços partilhados. Contrariamente, as canalizações de água quente devem ser protegidas dos efeitos do frio. O isolamento deve ter espessura equivalente ao diâmetro exterior do tubo. Esta espessura mínima, no entanto, fica sujeita aos requisitos próprios do país.

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Materiais testados para segurança em toda a linha

Naturalmente, a seleção correta do material de isolamento também desempenha um papel crucial. Isolamentos em borracha, produzidos pela Kaimann, são a escolha ideal. Graças a sua estrutura de célula fechada, estes materiais de isolamento elastoméricos, oferecem elevada resistência à difusão de vapor com valores de μ até 10.000, sendo, portanto, resistentes à humidade e previnem a condensação e corrosão – o “ser tudo” e “fim para tudo” no isolamento de canalizações de água potável. Espuma de célula aberta e estruturas fibrosas absorvem água como uma esponja, comprometendo, desta forma, as propriedades isolantes do isolamento. Mesmo quando manualmente instaladas com todo o cuidado, fugas na barreira de vapor externa e penetração de água para o interior do isolamento são, frequentemente, inevitáveis.

Os materiais de isolamento Kaiflex têm ainda maiores vantagens sobre materiais de célula aberta. Devida à estrutura extremamente fina das células fechadas individuais, nem mesmo rasgos na superfície do material podem causar danos a unidades adjacentes, e a resistência contra humidade do material é preservada, apesar do dano.

Mas os produtos Kaiflex sobressaem nas virtudes, não só pela sua resistência à humidade, mas também pela sua baixa condutividade térmica. Com um valor lambda de até 0.033 W/(m·K), as temperaturas, acima especificadas, para água quente e fria são fiavelmente mantidas, prevenindo a formação de legionella. Para os nossos materiais de isolamento em borracha, disponibilizamos sistemas integrados práticos: isolamento juntamente com suportes de tubagem e colas apropriadas para um isolamento contínuo topo-a-topo garantido.